segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Resumo: Neste pequeno artigo, argumenta-se a fragilidade do ato solitário na prática do ecocentrismo, apontando caminhos para o desenvolvimento sustentável por meio das práticas coletivas, aliadas às obrigações inatas ao Estado.

Trinômio Cidadania, Estado e Meio-ambiente

Ações ou práticas que vise a sustentabilidade socio-ambiental são frutos de uma reavaliação comunal e factual da degradação antrópica sobre o ecossistema, e portanto há sim, ainda que embrionário, um relativo resgate dos valores éticos na nossa sociedade. Entretanto, acredito ser este um processo um tanto quanto utópico, já que a própria estrutura do sistema capitalista de produção propicia o desenvolvimento do "eu" em detrimento do "outro". Se o trinômio egoísmo / egocentrismo / consumismo é pregado pela indústria da mídia formadora de opinião, torna-se inevitável o esquecimento geral da moralidade e do seu valor doutrinário. De toda a forma, a culpa não é somente do Capitalismo moderno, mas do próprio homem, instintivo ente parasitário dos recursos naturais.

Acredito que agir isoladamente na prática ecológica tão-somente constitui um leviandade, já que infelizmente ainda é minoria os que praticam a reciclagem (por exemplo), e menos ainda os orgãos que promovem tais práticas. A ação isolada é fuga do verdadeiro ato cidadão, que é a exigência dos governos pelo estabelecimento de medidas efetivas que visem organizar e reorganizar o espaço urbano com a coerência que a lei exige.

- Silier Borges