quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Resumo: Mesclando atualidade e criticidade, o autor analisa o pano de fundo que abriga a intolerância religiosa, abordando aspectos históricos como meio de compreensão ao contínuo processo de marginalização do negro e sua cultura.

Multiculturalismo, marginalização e religiosidade

As religiões, em seus dogmas e doutrinas, são naturalmente contraditórias (devido aos mais diversos fatores, como divergências culturais e ideológicas entre os povos, mas que aqui não cabe salientar), e portanto não são tolerantes a um mútuo convívio harmonioso. Daí a recente citação do papa Bento XVI, em que afirma ser a Igreja Católica única e exclusiva representante do cristo sobre a terra. Tal característica se perpetua nas mais diversas religiões ocidentais. Mas a propagação da intolerância para com a cultura negra, em específico, não pode ser justificada pela proposição anterior, e sim por uma questão nitidamente história, do qual os explorados negros ficaram relegados ao processo de marginalização social, político, econômico e, consequentemente, religioso.

Acredito ser a alienação do indivíduo para com o social o maior dos crimes cometidos não tão somente à população negra, mas a muitas etnias do país. Os debates "desracializados", proposto pelos grupos detentores do capital, são dotados paradoxalmente de inocência e malícia, quando afirma que deve-se vencer o abismo de estratificação social por meio da tão somente análise passiva das classes conflitantes, esquecendo-se pois do dever histórico do Estado em ressacir as atrocidades cometidas contra o negro raptado e escravizado. É dever do Estado e obrigação do cidadão quebrar certos paradigmas, para portanto buscar a respeitabilidade das múltiplas culturas que compõem o país. O 20 de Novembro, sim, é uma luta diária.

- Silier Borges

Resumo: Dissertação voltada para o questionar da freneticidade da pós-modernidade sobre a rotina humana, aqui tida como grilhões opressores do indivíduo, em suas vontades individuais. Citação de Nietzsche.

Grilhões da Modernidade

Em um mundo inconstante, poucos são os indivíduos que buscam duas marcantes características que favorecem o surgimento da felicidade: uma agradável relação social e o cumprimento da vontade individual.

A sociedade da era informacional da qual nos encontramos, vive em uma constante ânsia gerada pelo cotidiano, o que resulta na perda de um saudável convívio social, estabelecendo frágeis relações interpessoais. Dificilmente há um prolongado contato físico, mas somente diálogos instantâneos através da rede mundial de computadores. Mesmo no mundo real, as pessoas evitam demoradas conversas: prefere-se o modismo da velocidade, que impõem os eternos grilhões do compromisso de uma agenda perpetuamente lotada. Se não há tempo para uma rotina estável que favoreça o contato com o outro, não poderá haver uma vida plena e desejosa. Por conseqüência, a felicidade torna-se um mero nome a habitar livros e dicionários.

Como resultado de um decadente relacionamento social, surge a inadiável força do querer, o cumprimento imediato da vontade, tal como defendera Nietzsche. Quando impera o tédio, provocado pela rotina, surgem os mais profundos anseios humanos que, por força do hábito, são reprimidos pelo indivíduo. Fomentam-se assim comportamentos como a submissão e o conformismo, primeiros passos para o surgimento de patologias psíquicas.

Deve-se perceber, sobretudo, que só haverá bem-estar com o coletivo e o individual, quando consolidado os harmoniosos estágios de relacionamento, e quando o individuo busque cumprir a sua vontade, desde que esta não entre em conflito com os valores éticos e legais de sua comunidade. Haverá, então, o primeiro dos muitos encontros com a estimada felicidade.

- Silier Borges


Extréia do Social no Divã

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Bem vindo, ilustre visitante!
procurarei, ao longo das postagens, retratar as questões socioculturais que tanto afligem do pensar humano, desde o filósofo conceituado, a nós cidadãos, preocupados com o contexto em que vivemos. Com luta e conhecimento, haverá transformação.

Espero sinceramente que se divirtam e curtam o blog!

Questionamento a todos, sempre.