Resumo: ensaio sobre as falácias declaradas às massas sobre os leitores, a dita má leitura, consequências e causas.
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Sobre críticos e leviandades literárias
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Embora recente declaração de dado colaborador de reconhecida rede de notícias tenha afirmado, veemente, acerca da má orientação brasileira à leitura estrangeira e nacional, vale-se notar a ineficácia de quaisquer argumentações que visem sustentar o referido silogismo.
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Segundo o PNAD, em 2007 no Brasil o analfabetismo funcional atingiu a marca de 21,6%, considerando-se 10% da população inteiramente inapta à leitura e dissertação. Ademais, alegar que os brasileiros lêem, em média, menos de um livro ao ano é incorrer em grave erro estatístico e geográfico: bem se compreende acerca do predomínio de leitores nas regiões Sul e Sudeste, enquanto os Estados de menor crescimento sócio-econômico apresentam outro índice menos nobre, mas igualmente relevante, como o do supracitado analfabetismo.
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É verdadeiro afirmar que muitos são os que citam as frondosas castanheiras de Orwell em 1984, os Sonetos de Vinicius sob êxtase do amor eterno, ou quaisquer aforismos fugazmente extraídos das obras de Drummond ou Clarice. Entretanto, pouco se nota que são tais os autores reconhecidamente típicos do arcabouço literário mundial, exigidos à maioria dos vestibulandos em território nacional. O fato é que embora se leia pouco ou forçosamente, ao menos se lê.
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Os críticos dos hábitos de leitura brasileiros são os mesmos a emitirem amplamente pré-juízos acerca de autores já consagrados, do polêmico autor Paulo Coelho à admirável literatura amadiana. Sem a prudência criteriosa, os chamados críticos ausentam-se da realidade quando atribuem confusamente ao conseqüente, a causa. Evidentemente, é limitadora a aceitação da afirmativa de que se lê pouco devido à influência midiática ou devido a indústria cultural voltada às massas. Deve-se, pois, após ponderar acuidosamente, considerar acerca da ineficácia estrutural do Estado em amparar e fornecer leitores funcionais, tal como seu desalinho perante a DUDH, antes mesmo de atribuir fictícias causalidades ao dado fenômeno.
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Segundo o PNAD, em 2007 no Brasil o analfabetismo funcional atingiu a marca de 21,6%, considerando-se 10% da população inteiramente inapta à leitura e dissertação. Ademais, alegar que os brasileiros lêem, em média, menos de um livro ao ano é incorrer em grave erro estatístico e geográfico: bem se compreende acerca do predomínio de leitores nas regiões Sul e Sudeste, enquanto os Estados de menor crescimento sócio-econômico apresentam outro índice menos nobre, mas igualmente relevante, como o do supracitado analfabetismo.
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É verdadeiro afirmar que muitos são os que citam as frondosas castanheiras de Orwell em 1984, os Sonetos de Vinicius sob êxtase do amor eterno, ou quaisquer aforismos fugazmente extraídos das obras de Drummond ou Clarice. Entretanto, pouco se nota que são tais os autores reconhecidamente típicos do arcabouço literário mundial, exigidos à maioria dos vestibulandos em território nacional. O fato é que embora se leia pouco ou forçosamente, ao menos se lê.
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Os críticos dos hábitos de leitura brasileiros são os mesmos a emitirem amplamente pré-juízos acerca de autores já consagrados, do polêmico autor Paulo Coelho à admirável literatura amadiana. Sem a prudência criteriosa, os chamados críticos ausentam-se da realidade quando atribuem confusamente ao conseqüente, a causa. Evidentemente, é limitadora a aceitação da afirmativa de que se lê pouco devido à influência midiática ou devido a indústria cultural voltada às massas. Deve-se, pois, após ponderar acuidosamente, considerar acerca da ineficácia estrutural do Estado em amparar e fornecer leitores funcionais, tal como seu desalinho perante a DUDH, antes mesmo de atribuir fictícias causalidades ao dado fenômeno.
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- Silier Borges