<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433</atom:id><lastBuildDate>Thu, 15 Oct 2009 17:16:07 +0000</lastBuildDate><title>Social no Divã</title><description>Análises dissertativas sobre questões relativas ao múltiplos aspectos e paradoxos da sociedade. Enfim, o social no divã.</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/</link><managingEditor>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-3360090437276629866</guid><pubDate>Fri, 09 Oct 2009 14:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-09T07:30:41.852-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Resumo: &lt;span style="color:#990000;"&gt;Análise histórica e filosófica de deus enquanto construto social e de manutenção do poder por classes politicamente influentes. O erro lógico do mito divino e sua tentativa vã de tangir o conhecimento genuíno pela instituição de seus axiomas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A construção de deus&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A preferência pelo conhecimento e pelo genuíno, invariavelmente, leva a negação do místico. O próprio Comte, quando instituiu as etapas que caracterizam a evolução social, instituiu a negação do feitichismo como passo primevo para a passagem de uma sociedade religiosa à sociedade Positiva. O Pierce, teórico Pragmático, afirmou que o método da autoridade como alcançe do conhecimento verdadeiro é inválido frente ao método científico. Crê-se em deus porque, para uma mentalidade religiosa, é o mesmo a autoridade superior e, por consequência, infalível. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A existência de deus se torna um axioma ou pressuposto inferido (&lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;) que acaba erroneamente validando sua própria existência. Tal qual uma criança que crê em seus pais, posto que são suas autoridades imediatas e, segundo tal lógica, absolutamente infalíveis. A superioridade do método científico consiste na validação do conhecimento pela empíria, a análise quantitativa dos fatos da natureza mediada pela razão, parcimônia e coerência. Se não há evidências da existência efetiva de um deus ou possibilidade de analisá-lo empiricamente reproduzindo-o experimentalmente, conclui-se sua inexistência categórica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Data vênia, analisando deus sob o viés filosófico, conclui-se que é o mesmo nada mais que o resultado da precária necessidade humana de perpetuar-se num suposto pós-morte, ignorando ou adiando as possibilidades a que a vida oferece no presente concreto, realidade única efetiva. Por isso, dentre outros vários possíveis argumentos, é Deus a exacerbação do Inexistente e de anseios privados, originariamente concebidos como impulso pela sobrevivência. O exagero da sobrevida e o querer do perpétuo respirar consolida-se na elaboração de uma entidade que supra as necessidades básica que, se analisadas acuidosamente, se revelam prioridades materiais, deprovidas da intangibilidade que caracteriza o cunho metafísico. Portanto, são tais necessidades individuais ou de classe puramente materiais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Outra perspectiva relevante na análise das classes, é a religião enquanto manutenção do poder instituido pelo grupo minoritário, que se sobrepõe aos demais grupos majoritários quando instaura a dominação ideológica pelo viés místico, impondo a compreensão de suas decisões políticas e validando a retenção dos meios de produção e do produto excedente como originariamente inquestionáveis, posto que divinas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-3360090437276629866?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/10/o-mito-e-construcao-de-deus.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-6249317730008245129</guid><pubDate>Sun, 27 Sep 2009 11:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-27T04:15:03.222-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Resumo: &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;A necessariedade de princípios legais que ordenem a garantia de proteção aos bens intelectuais produzidos, embasados no princípio do dever positivo de estabilidade , ordenamento e harmonia do organismo social como método de obtenção do progresso humano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Direitos autorais, Comte e a DUDH&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; A presente alegação de uma suposta "não necessidade dos direitos autorais" como substituta ao método comprobatório de direitos constitucionais é falaciosa. A própria concepção de sociedade enquanto organismo solidário encontra-se explicitada na teoria Positiva de Comte: A não procedência de uma possível ausência de direitos autorais dá-se quando se apercebe que todo aglomerado humano ou conjunto social prima por preceitos jurídicos comunais, garantindo assim sua existência enquanto grupo harmônico. A relevância da proteção intelectual e bens multimídia alinha-se à prioridade humana, visto que, segundo Castells (1996, p. 92), a habilidade produtiva que distingue os homens das demais espécies é "nossa capacidade de processar símbolos". Tal qual um bem de consumo, também comercializável são as  propriedades intelectuais (posto que são símbolos), pois que são do domínio particular ou propriedade privada. Mais do que um direito, é dever público e privado a garantia de proteção aos bens intelectuais produzidos por si ou por outrem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; Ademais, o artigo XVIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos não deve ser inviolado intuitando a prática da apropriação ilegal de bens produzidos (sejam tais bens concreto/material ou abstrato/cultural). O artigo XVIII alega &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;direito "[...]à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras". Para quem se vale do artigo XVIII para usufruir do bem intelectual alheio (o que configura como infração penal ou prática de 'Pirataria'), deve-se observar que o referido artigo XVIII alinha-se com outro relevante princípio da DUDH de universalidade, exposto no artigo XVII, onde &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;"1. Toda pessoa  tem direito à propriedade, só ou em sociedade com  outros". e "2. Ninguém será  arbitrariamente privado de sua propriedade".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A relativa impossibilidade &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;de controle dos bens transmitidos via meio digital (seja FTP, Web, mail etc.) pelo poder estatal devido a questões estruturais e/ou administrativas não invalida a prática de cumprimento das leis de copyright (e as demais leis de proteção à propriedade) ou mesmo o dever social do auto-monitoramento que objetive o cumprimento dessas leis, a fim de manter o ordenamento por via legal e, quiçá, a obtenção do progresso calcado neste ordenamento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-6249317730008245129?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/09/resumo-necessariedade-de-principios.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-8857071010726919674</guid><pubDate>Sun, 13 Sep 2009 03:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-13T05:58:09.170-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo: &lt;span style="color:#990000;"&gt;ressalva da ruptura da forma mentalista ou dualista, que caracterizara a forma de pensar humana por séculos de desenvolvimento filosófico. Ressalta-se a contribuição da perspectiva analítica comportamental no desligamento da prática usual onde atribui-se causalidade não a fenômenos descritivos, mas a eventos privados e inacessíveis pelo experimentador.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A falácia do dualismo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A incoerência do pensamento dualista, caracterizado inicialmente enquanto de natureza platônica, foi posto em questionamento pelas mais diversas vertentes do saber, desde a ruptura moral explicitada na filosofia moderna de Nietzsche até o âmbito das ciências contemporâneas. A ruptura do pensamento dito mentalista ou dito “psicologista”, é caracterizado como atribuidor de causalidade comportamental a sentimentos ou estados emocionais imensuráveis, quando evidências empíricas apontam para contingências de reforçamento ou extinção, sendo tais eventos contextuais que atuam em contiguidade a influências originalmente genéticas, determinando o repertório comportamental.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ademais, a unicidade do sujeito enquanto constituinte no mundo dá-se pela compreensão filogênica e ontogênica; realizar tal inferência é como a afirmativa de particularidade, exclusividade e responsabilidade individual, no instante em que se compreende que tanto a cadeia genética quanto os eventos sociais antecedentes ao indivíduo são, necessariamente, irrepetíveis entre espécimes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para B. F. Skinner, a inadequação das várias vertentes de atuação da Psicologia (visto que tal caracteriza-se enquanto ciência pré-paradigmática) de cunho mentalista ou obscurantista apenas evidencia a problemática de relegar causalidade a eventos intermediários, não raros fugidios à instrumentalização de uma atuação analítica. A tríade evento físico – evento privado – evento físico, mais do que um esquema didático, representa a possibilidade de atuação real e radical terapêutica, onde o analista, ao observar contingências (se..., então), avança em atribuir relações funcionais a um indivíduo não passivo ou tão-somente respondente, mas que opera sobre o meio, reelaborando contextos sociais que por sua vez, os determina. Logo, fácil torna-se concluir que a dotação de individuo passivo a pulsões imensuráveis não compreende a amplitude da perspectiva analítica experimental comportamental.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Silier Borges &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-8857071010726919674?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/09/resumo-ressalva-da-ruptura-da-forma.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-2791435571440895920</guid><pubDate>Sat, 05 Sep 2009 15:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-09T07:27:54.706-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo: &lt;span style="color:#990000;"&gt;análise em prosa poética de questionamentos existencialistas, como a libertação do devir mundano, a necessidade da reflexão intrínseca e da reavaliação crítica na conduta interpessoal.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Diálogos oportunos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A mudança comportamental, acertadamente, engloba uma mudança radical de valores intrínsecos, motivações nunca antes questionadas, nas mais variadas nuances. A vertente de pensamento místico ou espiritista, duma forma ou de outra, transduz e compartilha com a idéia de aprimoramento moral, no instante em que alinha-se positivamente ao conceito de mudança e transformação particular. Sendo assim, fácil é imaginar que uma adaptação particular, sob esse ponto de vista, é também o passo inicial para uma adaptação coletiva à novos valores e novas concepções de conduta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Embora pessoalmente não compartilhe de muitos destes ideais, ressalto a relevância dessa vertente filosófica no mundo contemporâneo, e sua inquebrantável busca democrática. Uma das melhores pessoas que conheci, abertas à novas concepções (pré-requisito necessário para todo aquele que se proponha ao pensamento crítico), trata-se de uma escritora, que a pouco redigiu-me a seguinte prosa, como quem humildemente escreve os seguintes conselhos: "Para mudar a realidade, deve-se olhar de uma maneira diferente para dentro e refletir o quanto estamos adormecidos, sempre reclamando das mesmas coisas. Por que somos muitas vezes solitários e infelizes? Com toda certeza, o amor deve predominar, libertando-nos das grades que o tempo consome. Perguntar a nós mesmos 'de onde viemos, para onde vamos...?' 'Qual o objetivo da minha existência...?'&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esquecer um pouco de nos abalarmos com coisas de grande parte, desnecessárias para a felicidade contínua, não se apegar a alegria de momentos, comprar sapato bom, roupas caras enquanto muitos estão sofrendo tanto sem ter nada pra comer. E vejo isso e sinto uma dor tão grande no coração... A ordem mundial é consumir desenfreadamente destruindo a natureza; Enquanto uns tem muito, outros não tem nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acertar na dosagem do remédio que se chama consciência para curar um mundo doente, mesmo que não de certo, o valor disso tudo é a certeza que tentamos fazer algo superior. Ato de bondade e esperança, isso sim é justiça! Observo-me, sempre pergunto a mim mesma, o que vou ser futuramente? Mas a vida se vive aqui e agora, e o que tiver de ser será: Deus ajuda.&lt;br /&gt;Estamos iludidos, fechando os olhos para a realidade, se o mundo está assim,é porque nos o fizemos de tal modo egoísta; Os exemplos ruins de sempre, novelas a ensinar traição, morte, brigas. Cada dia ficamos mais hipócritas. O correto não é dizer que fazemos o bem, sempre viver de teoria, devemos fazê-lo de verdade, praticar diariamente usando indubitavelmente da gentileza. Sei bem que é difícil, mas não impossivel.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O amor se manifesta de várias formas, seja ela num sorriso ou numa boa ação. Amemos sem questionar, posto que é divino e ascendente".&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Ps. a autoria do texto citado em aspas, é da minha amiga &lt;em&gt;Nay Carvalho&lt;/em&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-2791435571440895920?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/09/resumo-analise-em-prosa-poetica-de.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-4799623091045408916</guid><pubDate>Sun, 05 Jul 2009 03:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-04T21:01:28.037-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo: &lt;span style="color:#990000;"&gt;aprofundamento crítico das passagens de Elogio da Loucura, assim como as principais peculiaridades que caracterizam o corpo de seu pensamento.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A Loucura de Erasmo (parte 2)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A loucura de Erasmo habita outros âmbitos menos evidentes, mais singelos. A crítica social e política desmedida não somente flerta com o mau-dizer, coisa temporal, mas persiste como um aviso para os levianos do porvir, os homens contemporâneos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Embora crítico de grande sagacidade da cristandade católica, seus dogmas e seus preceitos, assim como a impraticabilidade da genuina doutrina cristã dentro do corpo episcopal, Erasmo de Roterdã nunca abdicou ao seu deus. Dentre as muitas tipologias de homem identificadas pelo sarcasmo ferino de suas letras, vale-se ressaltar a contemporaneidade do homem apreciado pela loucura da megalomania do acúmulo, tão contraditório o é para com a filosofia cristã de renúncia de bens e aquisição de riquezas de cunho pressupostamente espirituais. Erasmo não é o ateu da qual se espera àquele desiludido com a prática doutrinária, mas o crente restaurador de espírito Luterano, apto a desatar as ditas &lt;em&gt;Teses&lt;/em&gt; em benefício comunal e popular. Mas outro tipo caracteriza o autor: Homem que ousou renegar o aprendizado teórico escolástico a que vivenciou, objetivando a adequação dos meios tradicionais ao fim estimado por bíblicos profetas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Temporalmente renascentista, bradou sem palavras auto-censuradas as decadências do despótico sábio que a tudo faz parecer saber, mesmo no bojo de cristãos, e que como diria Sócrates, nada sabe de intrínseco ou genuíno. Destacável e ironicamente, seu sofismo à moda Socrática nos conta que a Loucura é mais valorável que as forças oriundas do saber. Para tal empreitada, prova-nos: Se o que deixamos à porta de casa é como coisas sujas e sem valor, e como que escondemos as coisas valiosas no interior de nossas protegidas residências, percebendo-se que a sabedoria todos fazem menção de mostrar e a loucura de ocultar, deduzimos qual das faculdades é mais bem quista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O próprio cristo, aos ensandecidos olhos de Erasmo, é adepto dos loucos, desprezando sábios. Se &lt;em&gt;vinde a mim mulheres e crianças&lt;/em&gt;, tais são essas as criaturas desprovidas de razão perante o homem do século dezesseis e posterior. Mais acentuada que a loucura do cristo, é a dos que interpretam ditos cristãos de convenientes formas: Ao exemplo dos padres que acentuam a relevância do dízimo, relegando ao esquecimento os preceitos que permeiam a moralidade. Preceitos esses que, sob a perspectiva de Erasmo, lhe caracteriza os escritos seculares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-4799623091045408916?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/07/resumo-aprofundamento-critico-das.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-991261055987614625</guid><pubDate>Tue, 23 Jun 2009 18:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-23T12:36:14.527-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo: &lt;span style="color:#990000;"&gt;Esboço livre da obra de Erasmo, amparado por uma observação moderna de um livro tipicamente atemporal.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000000;"&gt;A Loucura de Erasmo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O avanço técnico-científico provido pelo desempenho otimizado dos homens de ciência é representativo, moderno e contemporâneo da perspectiva que, ao almejar limitar o objeto-de-estudo, ausenta-se da compreensão holística de seus significantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem cartesiano reduzira o foco de sua análise para melhor compreendê-lo, mas esquecera-se que é a provedora Filosofia, diminuida em relevância pelo afã do cientificismo, que empreende-se em realizar a recomposição total do conhecimento fragmentário. Descartes idealmente salientou a necessidade de tal recomposição e, de maneira ligeira e leviana, não explanou-nos como efetivá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destes e doutras questões, de maior ou menor relevância, é que igualmente são discutidas à luz da ironia e do sarcasmo sagaz por um nomeado Erasmo de Roterdã, em seu célebre &lt;em&gt;Elogio da Loucura&lt;/em&gt;. Para tal esboço, apresenta-nos a Loucura louvando a si mesma, visto que lhe carece de respeitáveis históricos oradores que assim o faça. À maneira lúdica, porém crítica traz-nos o quão desprovido de razão são homens ditos racionais, nos áureos tempos renascentistas. Loucos são os amantes dos jogos e das cartas, os amantes do credo que nada elucida senão pela via monetária, aos estóicos amantes da razão e, porque não dizer, aos amantes do amor em si, se supormos a existência das essências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizes são os loucos, esquecidos das mazelas várias que lhes permeiam, afagados pelo amparo da ilusão apreciadora. Por meio de Erasmo, apercebe-se que muitas são as coisas perenes desde o findar do século XVI. Como o amante do saber, que almeja distinguir-se do populacho por meio de uma inadequada linguagem preciosista, restringindo egoisticamente os seletos sujeitos capazes de compreendê-lo por meio de uma vastidão de arcabouço teórico e infindável amplidão linguistica. Aquele que passa a existência destinado a filosoficamente compreender o que é a vida, da qual certamente não mais habita livros e autores há muito inertes em seus mausoléus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-991261055987614625?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/06/loucura-de-erasmo.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-5328262128002284365</guid><pubDate>Thu, 11 Jun 2009 17:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-11T11:16:27.180-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;Análise estilística e poética da crua realidade das metrópoles, em suas ruas de concreto e de nostálgicos habitantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Queremos ambos!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;In memorian&lt;/em&gt;, ouvir "Casa no Campo" do versado Zé Rodrix, cantarolado pelas mais diversas vozes nacionais, remete-nos à paixão interiorana que, na atualidade, ressurge como força precípua e onipotente, dominadora esta dos anseios maiores das grandes metrópoles.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Digo acerca da sempre presente violência que manda sob toque de recolher os bons, à noite taciturna, retirando-os do justo sono, renegando-lhes à mediocridade de uma vida suburbana. Tancrafiados à sete chaves, marginalizados são seus corpos e corações. Não há mais emoção naquele que presencia e sucumbe ante o absurdo do cotidiano. Pois digo: estão presos esses homens suburbanos, em suas moradias gradeadas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como liberta-se sob égide da chamada democracia o impune, contraditoriamente aprisionando o são em seu lugar originário? A flâmula a que prega os horários eleitorais não mais correspondem às mensagens factuais e cotidianas. O quartel dos aflitos, relegados ao brasileiríssimo esquecimento absoluto, é como pranto surdo e inaudível, silencioso, sem eco e sem mais nada.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Queremos poesias regionalistas que compreendam o mundo em sua totalidade. Estimamos poesias bucólicas, porém engajadas político-socialmente. Queremos ambos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Resta-nos, indignados prosadores, sabiamente versar o quanto queremos "uma casa no campo, onde eu possa ficar do tamanho da paz, e tenha somente a certeza, dos limites do corpo, e nada mais..."&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Postado originalmente na página &lt;strong&gt;folhaexistencialista.com.br&lt;/strong&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-5328262128002284365?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/06/resumo-analise-estilistica-e-poetica-da.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-5145901899948988818</guid><pubDate>Sun, 31 May 2009 02:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-30T19:29:26.284-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Análise generalista do posicionamento cartesiano e darwinista, tal como prós e contras de algumas relevantes observações do filósofo, cientista e ensaísta Descartes&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Razão, evolução e método&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Embora sejam muitos os que apontaram o erro de Descartes, poucos se atentaram para a gravidade de suas implicações. É este o cientista que, paradoxalmente, adotou-se da razão para aprovar aquilo que já o tinha enquanto dogma.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Porta voz da proposta racionalista na modernidade, fora Descartes que ensinou-nos acerca da necessidade premente da reavaliação educacional, assumidamente escolástica. Propondo o rompimento com a aceitação pouco volátil e pouco criteriosa que caracteriza o senso comum, propôs método acuidoso para solucionar o alcance à estimada verdade, supostamente passível de adequada análise experimental humana e das coisas tangíveis.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para tal, o filósofo instruiu-nos sobre a prudência do ceticismo que, ao questionar obviedades até então tidas como unânimes, chegara à questão metafísica de maior teor: se todo o menor ou menos perfeito é originado de uma causa maior ou dotada de maior proximidade da perfeição, é o homem originário de uma causa que lhe é superior, portanto, evidencia a causalidade divina. Pois que nada pode originar alguma coisa, visto que do nada, nada provem. De tal forma, sendo este ser dotado de todos os atributos positivos, pois que de constituição perfeita, é também dotado do atributo da existência. Pois que, tal qual Descartes, a prova racional da existência de Deus.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Embora até então encarada por teólogos como evidência racional e irrefutável da tese criacionista, hoje nos evidencia uma falácia sob forma de silogismo, aparência de realidade tão-somente enquanto jogo lingüístico. Certamente não conhecera o Darwin, visto que séculos separa sua existência do seu antônimo teórico. Charles D., ao subverter tal pensamento muito posteriormente, evidenciando seu absoluto rompimento com a perspectiva cristã, ensina-nos que de um imperfeito &lt;em&gt;Homo Erectus&lt;/em&gt;, pode advir um evoluído &lt;em&gt;Sapiens&lt;/em&gt;, coerentemente questionando a supremacia hominídea da razão sobre as demais espécies.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É mais do que evidente, como nos confessou o próprio autor de &lt;em&gt;Discurso do método&lt;/em&gt;, a perpétua preocupação e compromisso do cientista em propor soluções às ciências naturais que não conflituosas com a doutrina e política cristãs. Ademais, não foram poucos os artigos por Descartes não publicados, após condenação de Galileu e suas teses, inclusas no vastíssimo &lt;em&gt;Índex&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-5145901899948988818?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/05/resumo-analise-generalista-do.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-2184492506444699627</guid><pubDate>Sat, 02 May 2009 13:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-02T07:03:16.303-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo: &lt;span style="color:#990000;"&gt;o presente artigo trás ao âmbito do debate temas referentes às inquietações do processo de publicação ao eminente escritor, e suas várias vertentes possíveis.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Novas palavras aos velhos leitores&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se para o Rilke, num diálogo a um escritor em potencial, o requisito para tornar-se poeta é perguntar-se sobre a necessidade premente da escrita (“se tu ausentasses da escrita, conseguiria ainda viver?”), muitos dos redatores da contemporaneidade haveriam de abandonar tal posto. Quando indagada com a mesma ênfase a supracitada questão, respondera veemente Clarice, em sua última entrevista datada de 1977: “Pois que quando escrevo, já estou morta”. Embora sob tal funesta declaração, de teor claramente subversivo, certamente encontra-se Lispector entre os destacáveis escritores da modernidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O fato, pois, abarca uma temática dotada de várias vertentes, todas passíveis do debate acuidoso e da análise criteriosa. Em uma das várias sessões do Café literário, promovidas pela 9ª Bienal do Livro na Bahia (2009), levantou-se a problemática das evidentes dificuldades que encontra o eminente escritor na publicação de obras inéditas autorais. O dado que nos evidencia a potencialidade de leitores, dos quais em dez dias de atividades abarcou 272 mil pessoas ao referido evento, igualmente evidencia acerca do crescimento espontâneo de novos escritores baianos, a levantar inquietações, frutos da ânsia de publicar-se, faceta da simbologia maior que anseia o tornar-se lido, comentado e conhecido (assim como todas as demais considerações posteriores que supostamente remete-nos ao ato e glória de publicar).&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dentre questões passiveis de debate, trouxe-nos a reflexão acerca de políticas publicas que visam conferir notoriedade aos escritores recentes e ascendê-los através de divulgação e publicações, não raro em convênio com entidades privadas. Outros, optam pela auto publicação, que confere ao escritor a autonomia - e o desespero - de vender suas próprias obras editadas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Muito se questiona acerca do crescente número de escritores contemporâneos, frente à inexpressiva massa de leitores nacionais. Com a análise criteriosa se verifica que a causalidade encontra-se no verdadeiro déficit de leitores regulares, devido a ausência de políticas publicas que, ao primar pela publicação dos novos autores, esquece-se da notoriedade que são os investimentos no âmbito da educação pública estadual. Pois como exigir leitores à massa populacional a quem carece criteriosa formação?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-2184492506444699627?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/05/resumo-o-presente-artigo-tras-ao-ambito.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-5568642796634856440</guid><pubDate>Sat, 11 Apr 2009 14:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-11T07:25:16.469-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Resumo: &lt;span style="color:#990000;"&gt;Análise e crítica do pensamento reprodutor, que afirma falaciosamente a humildade como epicentro do discurso socrático.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffcc99;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O paradoxo do soberbo Sócrates&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Manuais do pensar, pressupostas teses ortodoxas do pensamento socrático, tal como muitas das pseudo-análises textuais dos escritos platônicos, tão-somente revelam-se repetições vãs de aforismas que, não raro, nunca o foram proclamadas pelo referido filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Venhamos e convenhamos, não há humildade em muitas das afirmações socráticas, o que de fato constitui um paradoxo tratando-se do personagem Sócrates. Qualquer leitor atento dos seus diálogos, se aperceberá da ausência de humildade nas alegações socráticas, destacavelmente nos textos de Fedro e Hípias menor, onde a persona Sócrates brinca em sua dialética com o interlocutor, revelando-se superior na avaliação crítica dos temas perante a quem dialoga e conduzindo-os perante sua própria forma de pensar. Quebra paradigmas quem afirma que a ironia é relevante demonstração da ausência de humildade no discurso do grego.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De maneira demasiadamente simplista, pode-se afirmar que tal pressuposto alinha-se com a tendência filosófica moderna que descarta maiêutica enquanto método socrático (visto que o filósofo não faz nascer idéias do interlocutor), mas tão-somente conduzi-los ao conhecimento perante logicidade deste primeiro, através do método Elenkhos. Retornando ao tópico frasal, a contraditoriedade maior de seu pensamento segue a lógica de um Sócrates que se vangloria soberbamente pela sua vasta sabedoria (a exemplo do tão citado enunciado da Apologia, assim como do pouco conhecido Eutífron, dentre outros textos), embora constantemente alegue ignorância dos temas a que discute, ressaltando com significativa ironia a falaciosa sabedoria do seu ocasional interlocutor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas qual a importância de alegar o Elenkhos como método socrático, na contemporaneidade? É simplesmente este o justo reconhecimento de que Sócrates não "paria ou fazia nascer idéias", como Chauí e outros desavisados pregaram até então, mas reconhecer que Sócrates sempre fora portador do vasto conhecimento à temática da propôs-se dialogar. De tal forma, constitui-se gravissimo erro alegar que o dito "homem mais sábio de Athenas", como afirmara Oráculo, um mero humilde ou quiçá sofista ignorante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-5568642796634856440?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/04/resumo-analise-e-critica-do-pensamento.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-1628458405357566464</guid><pubDate>Mon, 06 Apr 2009 00:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-05T18:25:51.289-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Resumo:&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#990000;"&gt;Pensamentos dispostos em texto sobre a arte e a técnica da retórica, dialética, oratória e sobre o que a obra Fedro, de Platão, ainda tem a nos dizer sobre o tema.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A arte do bem dizer&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enquanto visualizamos em terras tupiniquins políticos versados no âmbito do discurso, proclamando meias-verdades sob suposta égide da mais absoluta convicção, questionamo-nos acerca do que refere-se ao orador e suas várias possíveis disposições.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para tal, vale-se ressaltar obras de Platão, enquanto documentos capazes de fornecer-nos teorias gerais que condizem com a veracidade sobre o referido. Para o filósofo e pensador, sob a persona Sócrates, é a retórica a arte ou técnica de conduzir as almas por meio da persuasão, e nada mais verídico do que afirmar o mesmo. Para tal, questiona-se acerca do que até então se publicou sobre a técnica, visto para o pensador, toda escrita encontra-se disposta em grau inferior ao que é proferido. Para tanto, valoriza a oralidade e prima pela arte do bem discursar, no instante em que se apercebe acerca da impossibilidade de um texto defender-se, dependendo exclusivamente de acréscimos no ato de defender-se via o autor que o produziu.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A oralidade não torna o escrever ato vergonhoso ou de desonra, apenas prova-o superior: Um discurso declamado, além de dotado de defesa perante possíveis refutações (argumento exposto no parágrafo anterior), pode possuir efeito maximizado pelo artista da palavra que, compreensivo do fenômeno de que certas almas se adéquam a certos tipos de discursos, pode efetuar a modalidade de discurso a fim de atingir acertadamente determinado tipo de alma. A exemplo, discursos enfaticamente metafóricos, floreados ou concisos atingirão com efetividade tipologias humanas que se adéqüem a tais possibilidades. A tal proposta de forma, quando aliada ao conteúdo proposto (do que é Verdadeiro, pois belo), alinha-se harmoniosamente com a arte do orador, comprometido dialético e diferenciado da mera técnica da retórica. Desta perspectiva, é a arte de orar típica do plano ideal, enquanto sua manifestação escrita, que genuinamente despreza as possibilidades da memória humana ao armazenar conhecimento em vias exteriores ao mesmo, tão-somente reflexo e imagem de algo que lhe prova superior.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Argumentos tais são expostos em evidência, de maneira incomensuravelmente mais completa e vasta na obra &lt;em&gt;Fedro&lt;/em&gt;, onde o personagem homônimo dialoga sobre as referidas questões com o Sócrates, sagaz crítico dos escritores de discurso. Curioso notar que é a própria vítima a quem critica, lhe torna benfazeja: proporcionou ao filósofo que nada escrevia os anais da história documentada.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Silier Bor&lt;/span&gt;ges&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-1628458405357566464?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/04/resumo-pensamentos-dispostos-em-texto.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-3197018729803451247</guid><pubDate>Wed, 25 Mar 2009 11:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-25T05:41:24.870-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Resumo: &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Primeira parte do artigo que aborda a temática das cotas, reafirmação histórica de argumentos favoráveis à institucionalização e legitimação da prática, tal como refutação de opiniões contrárias a referida política afirmativa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;A polêmica política de Cotas (parte 1)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não raro proclama-se nos âmbitos mais díspares - do acadêmico às conversas triviais -, opiniões infundadas ou de superfície acerca da temática da adoção de programa de cotas em universidades públicas e privadas. O fato é que existem pesquisas sobre a polêmica racial e teses de doutorando sobre suas várias vertentes e sub-temas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como no caso em que &lt;a href="http://socialnodiva.blogspot.com/2008/04/resumo-crtica-direta-recente-declarao.html"&gt;Antônio Dantas&lt;/a&gt;, ex-chefe do colegiado da Faculdade de Medicina UFBa, afirmara o veemente baixo quoeficiente de inteligência baiano, possivelmente devido à miscigenação e outras antiguidades teóricas. Porém, tratando-se da prática das chamadas "ações afirmativas", há evidente logicidade na afirmação da tese comprovadamente histórica, em que se declara a existência de grupos e segmentos socio-raciais não contemplados com a inclusão nos meios favoráveis à ascensão e estabilidade social. Tais que vitimizados pela política de interesses econômicos de um emergente capitalismo moderno, que com oferta de libertação do sistema escravocrata criara novos públicos consumidores, mas que não ofertaram acesso à educação crítica, profissionalização acadêmica e condições adequadas de sobrevivência em um mercado tanto competitivo quanto excludente.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se, igualmente, acerca da atual ineficiência do sistema de ensino público fundamental em formar estudantes críticos, leitor dos fenômenos políticos nacionais e engajados às transformações do mundo contemporâneo. Ademais, vale notar que significativa demanda de vestibulandos às universidades oferecedoras de vagas cotistas são oriundos do referido sistema público, reveladamente deficitário.  Como, portanto, favorecer a curto prazo e efetivamente grupos afrodescendentes historicamente marginalizados, relegados ao precário sistema educacional médio e fundamental?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Muito argumenta-se contrariamente às politicas que objetivam igualar segmentos da sociedade que sofreram alguma modalidade de pré-juizo social. Argumenta-se, igualmente, que a prática de cotas é prejudicial, pois reinstaura a institucionalização da discriminação, judicialmente amparada pelo poder estatal. Deve-se compreender, pois, que a prática da chamada 'discriminação positiva' visa esclarecer e distinguir os ditos grupos desfavorecidos de classes abastardas, objetivando reparação social.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Silier Borges &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-3197018729803451247?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/03/resumo-primeira-parte-do-artigo-que.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-4133983276361744139</guid><pubDate>Sat, 14 Mar 2009 20:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-14T14:03:58.963-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo: &lt;span style="color:#990000;"&gt;ensaio sobre as falácias declaradas às massas sobre os leitores, a dita má leitura, consequências e causas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre críticos e leviandades literárias&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Embora recente declaração de dado colaborador de reconhecida rede de notícias tenha afirmado, veemente, acerca da má orientação brasileira à leitura estrangeira e nacional, vale-se notar a ineficácia de quaisquer argumentações que visem sustentar o referido silogismo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Segundo o PNAD, em 2007 no Brasil o analfabetismo funcional atingiu a marca de 21,6%, considerando-se 10% da população inteiramente inapta à leitura e dissertação. Ademais, alegar que os brasileiros lêem, em média, menos de um livro ao ano é incorrer em grave erro estatístico e geográfico: bem se compreende acerca do predomínio de leitores nas regiões Sul e Sudeste, enquanto os Estados de menor crescimento sócio-econômico apresentam outro índice menos nobre, mas igualmente relevante, como o do supracitado analfabetismo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É verdadeiro afirmar que muitos são os que citam as &lt;em&gt;frondosas castanheiras&lt;/em&gt; de Orwell em 1984, os &lt;em&gt;Sonetos&lt;/em&gt; de Vinicius sob êxtase do amor eterno, ou quaisquer aforismos fugazmente extraídos das obras de Drummond ou Clarice. Entretanto, pouco se nota que são tais os autores reconhecidamente típicos do arcabouço literário mundial, exigidos à maioria dos vestibulandos em território nacional. O fato é que embora se leia pouco ou forçosamente, ao menos se lê.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os críticos dos hábitos de leitura brasileiros são os mesmos a emitirem amplamente pré-juízos acerca de autores já consagrados, do polêmico autor Paulo Coelho à admirável literatura amadiana. Sem a prudência criteriosa, os chamados críticos ausentam-se da realidade quando atribuem confusamente ao conseqüente, a causa. Evidentemente, é limitadora a aceitação da afirmativa de que se lê pouco devido à influência midiática ou devido a indústria cultural voltada às massas. Deve-se, pois, após ponderar acuidosamente, considerar acerca da ineficácia estrutural do Estado em amparar e fornecer leitores funcionais, tal como seu desalinho perante a DUDH, antes mesmo de atribuir fictícias causalidades ao dado fenômeno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-4133983276361744139?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/03/resumo-ensaio-sobre-as-falacias.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-5603084565834531004</guid><pubDate>Sun, 01 Mar 2009 00:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-01T16:53:04.822-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo:&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Paralelo teórico entre a filosofia socrática e nietzschiana, tal como pontos de intersecção entre dois teóricos distintos de diferentes épocas que, cada um a sua maneira, buscavam compreender e valorar questões humanas em sua profundidade e grandeza inerentes.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Onde consiste a decadência socrática?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se para Friedrich Nietzsche é pouco ou nada tida como plausível as supostas palavras do filósofo Sócrates postas pelo discípulo Platão, do qual é possível o mundo estável e não-efêmero dos planos ou Idéias um plano superior ao mundo fenomênico e consistindo esse primeiro como realidade factual, incorre-se pelo grego à falácia negadora da verdade crível, tangível realidade aos olhos do filósofo moderno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Embora ressalta-se que a teoria das idéias é de autoria do discípulo, e não do mestre retórico porta-bandeira da filosofia prática, voltado não aos interesses humanos, mas ao próprio homem. À Sócrates relega-se muito do qual, para Nietzsche, consta tão-somente como palavras absortas, dispersas devido ao erro da inocência ou da mais obscura malícia. O autor de &lt;em&gt;O Anticristo&lt;/em&gt; é o mesmo que vocifera críticas audazes ao símbolo do pensamento grego que, certamente, abriu caminho às palavras cristãs que haveriam de ser ouvidas séculos mais tarde. Dentre os quais, a posição de rija moral que, chamda virtude, de sobremaneira superior para com leis e magistrados do demos ateniense, entrega-se tal como voluntário coordeiro a espera da morte, rápida e silenciosa, sem muito esforçar-se pela defesa do si mesmo. Em a &lt;em&gt;Apologia&lt;/em&gt;, vê-se o filósofo sofista não mais em seu esplendor teórico dos &lt;em&gt;Discursos&lt;/em&gt; e, sem muito esforçar-se à defesa ou incorrer em meios ilícitos para salvar-se, defende-se de injustos com o escudo da justiça, portando as suaves vestes da boa argumentação. Para Nietzsche, é a vontade de potência o motor da felicidade humana; qualquer moralina engessada em si mesma constitue a negação da propria felicidade; a não-defesa dos justos é a maior demonstração de pequenez e repúdio à vida, para o autor de &lt;em&gt;Ecce Homo&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nem tudo ao homem é possível alcançar via os mecanismos da razão, mas é Sócrates o primeiro a banalizar quaisquer conhecimentos que não sejam alcançáveis através do poderio do raciocínio e da polidez de pensamento. Em tal ponto, Nietzsche alinha-se, longicuamente, ao filósofo grego. Embora Platão tenha relegado ao mestre dos discursos a gestação do pensamento ideal, seria um contrasenso ou paradoxo afirmar um Sócrates adepto das Ideias e simultaneamente da filosofia prática, voltada ao pensamento conjecturável, firme, com pés ao chão. Sem adentrar na questão de quão platônico fora Sócrates (visto que a maior parte de seu suposto legado oral fora redigido pelo referido discípulo), o fato é que quaisquer idealizações filosóficas (ora chamado númenos, alma ou coisa-em-si) constituem uma decadência típica do pensamento religioso, que torna o irreal a Verdade, e a realidade tal qual como a conhecemos uma chamada 'mentira', ou fenômeno, como preferem muitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-5603084565834531004?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/02/resumo-paralelo-teorico-entre-filosofia.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-6522275202022939353</guid><pubDate>Sun, 18 Jan 2009 17:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-18T15:25:38.587-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo: &lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Questionamentos sobre políticas de consumo, sustentabilidade, alardes previsíveis e Nobels.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;De Gil à Gore&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Carros multifuncionais confundem-se com inimaginávies aparatos da mais elevada tecnologia produzidos em massa e série pelas indústrias, detentora do poder despótico de reciclar paradigmas. Tal como Gilberto Gil o tenha afirmado, é inveridico soluções mágicas e instantâneas como resolução imediatista que objetiva sanar o apartheid político, social, cultural e, acrescento eu, principalmente tecnológico que abrange o país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ainda que a propaganda do politicamente correto, que supostamente norteia a conduta empresarial consolidada pela Governança Corporativa, seja propagada pelos quatro pontos cardeais, vê-se não-raro e à surdina a inversão prática de tais valores. Verídico é afirmar que produz-se mais com a utilização de matéria-prima e meios de produção propícios à sustentabilidade. Ademais, vale salientar que, por outro lado, prega-se simultaneamente do mesmo consumismo idólatra pelos bens finais produzidos, estimulando a irrefletida voracidade de produção aos bens que, mesmo antes de descartados, agridem e impactuam o chamado ciclo ambiental.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Do lado estatal, prega-se como sacras palavras a inclusão digital, visto ser a retenção de conhecimentos do mundo informativo o primeiro passo para a introdução do jovem ao amplo porém elevadamente especializado mercado de trabalho. Há, portanto, um evidente paradoxo: deve-se mesmo estimular a formação trabalhadores especializados em tecnologia e consumo de massa, ainda que sob efetivo risco de eliciar o colapso dos recursos naturais, discurso este amparado sobre o pretenso argumento de "democratização de acesso aos bens de consumo"?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Questão complexa reconhecida sob as palavras de Gil. Notório, igualmente, a facilidade de influentes governistas em alardear situações complexas sem de fato propô-las soluções práticas, visíveis e tangíveis: sob entonação e feição graves, das que estão a enumerar calamidades que lhe garantam o Nobel, muitos o fazem. Gore que o diga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-6522275202022939353?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/01/resumo-questionamentos-sobre-poltica-de.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-809194764443764999</guid><pubDate>Wed, 07 Jan 2009 12:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-07T04:36:32.917-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Resumo: &lt;span style="color:#990000;"&gt;breve avaliação crítica acerca da diferenciação de castas nos meios academicistas; evidentemente, repetição vã de hábitos medievais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre baús e homens&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A cada dia torna-me cada vez mais evidente a intangibilidade do conhecimento acerca de nossa condição existencial, em sua amplidão e completude. Tal como afirmara Kant, o númenos (essência ou coisa-em-si) não nos é possível pelos misterios maiores o acesso, mas tão-só ao mundo fenomênico, o que nos verifica a impossibilidade de compreensão do homem pelo homem total, enquanto ser integral. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entretanto, o objetivo do presente artigo não é o dissertar acerca da metafísica kantniana. É, em verdade, o livre debate e proposição enquanto ode à reflexão, sem pretensões por demais especulativas. O fato é que, enclausurado em si mesmo e em seus sacros ideais, é o homem um inveterado baú de segredos, mistérios e, antes de tudo, o mais rijo dogmatismo pela vontade irrefreada de ascensão social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Duques, condes, arqueduques e outros títulos apenas revelaram-se enquanto títulos ou rótulos necessários para o estabelecimento de castas sociais definidas de extrema rigidez mesmo na modernidade. Um arqueduque o seria mesmo após a sua morte, que o imortalizaria para a posteridade e gerações vindouras: seu filho carregaria o mesmo respeitável título. Na contemporaneidade, mestres e doutores, muito longe de representarem em número ou grau de saber, tão-somente replica títulos de nobreza àqueles que desejam ascensão do glamour sem necessariamente prover a si a estimada ascensão do intelecto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desta forma, em plena época de reanálise dos pré-juizos mantidos mesmo no decorrer do século passado (e, portanto, resquício de fossas feudais), reelabora-se castas de nobreza, adequando-as às novas castas academicistas. A vontade em tornar-se &lt;em&gt;homo superior&lt;/em&gt; é evidente e, porque não dizer, coletiva, se não embalada pela onda de individualismo propagado pelo sagrado deus do Capital.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nietzsche, em dado momento, afirmara que "as convicções são como cárceres". Títulos de nobreza contemporâneos, de tal forma, podem ser tidos como grilhões, enquanto não houver honesta disposição&lt;em&gt; a priori&lt;/em&gt; pela correspodência da dita nomeação com o grau de saber detido pelo nomeado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-809194764443764999?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2009/01/resumo-breve-avaliao-crtica-acerca-da.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-1595352888759970922</guid><pubDate>Fri, 26 Dec 2008 16:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-26T08:57:59.440-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo: &lt;span style="color:#990000;"&gt;passeio crítico sobre as recentes declarações do Papa Bento 16 quanto a homossexualidade e sua prática.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O Papa, os feudos, e o homossexualismo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Evidentemente que inspirado pela proximidade das festividades natalinas, o Papa Bento 16 reafirmou-se leviano em palestra conferida aos internos do Vaticano, ao consagrar o homossexualismo como comportamento visceralmente preocupante, comparando-o com a premente necessidade de salvar prados e florestas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para Bento, quaisquer tentativas de desprezar diferenças comportamentais entre os sexos é tentativa vã de distanciar-se do divino que, segundo a doutrina cristã católica, foi responsável por estabelecer os castos dogmas do santo matrimônio. Até que instante verifica-se coerência dos discursos da chamada vossa santidade? em verdade, é notório que são os credos as principais instituições sociais a ignorar total ou parcialmente os fenômenos já consagrados pelo método científico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quaisquer posicionamentos contemporâneos embasados em resultados de investigação científica inverifica a exclusividade da homossexualidade à espécie humana: ainda que comportamentos feminis e masculinos sejam divergentes devido a aspectos tanto culturais quanto biológicos, deve-se salientar que em quase totalidade dos mamíferos existentes verifica-se a presença de casais essencialmente homossexuais. Assim sendo, se aos católicos são os animais isentos de pecado porém adeptos do homossexualismo, incorre em erro de lógica a Igreja quando afirma o teor pecaminoso da escolha sexual. Típica falácia de cunho moral, resquício do extremo conservadorismo impregnado às sociedades ocidentais desde a ascensão da cultura feudal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Importante notar que a marginalização e castração da vontade e dos impulsos sexuais igualmente essenciais à existência e satisfação humanas são mais do que responsáveis pela demagógica prática da pedofilia entre adeptos e representantes da referida instituição. Não raro afirma-se o voto celibatário como instigador à perversão entre padres e frades. Em 2002, o mais velho cardeal dos Estados Unidos, Bernard Law, estava sob pressão para renunciar ao sacro cargo, visto ser um acusado de molestar crianças. Ainda que o papa João Paulo II, quando em vida, tenha explicitado publicamente o repúdio pela perversão de padres e cardeais em seus voluntários claustros, o fato é que mais de quatrocentas reclamações foram registradas somente na arquidiocese de Boston. Em breve, os noticiários, a relatarem exultantes, novos casos de explícita e santíssima demagogia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-1595352888759970922?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2008/12/resumo-passeio-crtico-sobre-as-recentes.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-5118053446264476386</guid><pubDate>Tue, 16 Dec 2008 00:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-15T17:21:41.461-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Resumo: &lt;span style="color:#990000;"&gt;artigo acerca dos dois viés para análise dos programas imediatos referentes ao ensino superior, porém programas estes que exercem e estimam a reparação dos danos sofridos a etnias que ainda hoje compõem o cenário socio-cultural brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Apartheid socio-educacional no ensino superior: um devaneio coletivo?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É visível as alterações no plano educacional de ensino superior, resultante de políticas públicas de histórica reparação das etnias marginalizadas do processo de crescimento social e econômico brasileiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ressalta-se, de tal forma, o ProUni - Programa Universidade para Todos -, elaborado no ano de 2004 pelo Governo Federal, intuitando a concessão de bolsa de estudos integrais ou parciais para estudantes egressos do ensino médio público ou em condição de bolsista no ensino privado. Ainda que de questionável qualidade, pelo ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) mensura-se alunos aptos a adentrar os portões do ensino superior pela via privada, concedendo tais bolsas pelo supracitado programa. Segundo dados oficiais, o programa já atendera quatrocentos e trinta mil estudantes até o segundo semestre de 2008, o que evidencia a amplitude nacional do referido projeto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Duas óticas antagônicas: O primeiro, vê o programa como medida imediatista de cunho eleitoreiro, visto que o chamado populismo sustenta-se em propostas de significativa amplitude e, sobre a máscara da promoção de equidade, oculta-se a ineficácia à longo prazo. De tal forma, ignora-se práticas sociais que alicerçam o Estado de direito, a exemplo da promoção de um sistema educacional básico e médio público de qualidade. Sob tal viés, percebe-se quão mais fácil é o paliativo de alargar a porta de entrada em ensino superior de duvidosas faculdades, quando o verdadeiro problema habita na qualidade deficitária que o ensino médio e básico sofre e oferece ao aluno periférico e de baixa renda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A segunda perspectiva, entretanto, apresenta-me coerente: baseia-se, em essência, na proposta de reparação social aos grupos marginalizados ao longo do processo de construção histórica brasileira. Visto que mesmo após Lei Áurea negros são excluídos do crescimento e desenvolvimento da economia nacional, consolidando-se ao longo de décadas como mera mão de obra descartável desde a colonização exploratória da coroa portuguesa, coabitando aos indígenas igualmente inseridos em um recente porém abrupto contexto cultural; ambos expostos à discriminação, miséria e exclusão de quaisquer modalidades de direitos, permanentemente ausentes de sua cidadania.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ainda sob ótica da segunda perspectiva, vale afirmar que a inaptidão do Estado em gerir qualitativamente a educação primária e secundária (e que, de certo modo, evidencia o nascimento do Terceiro Setor como força consequente) é de saber geral. Reparar os danos sofridos às étnias várias, vitimadas pelo processo de colonização e, mais modernamente, globalização, apresenta-se como variante complexa a ser elucidada ao longo de décadas. Evidentemente que não é em um ou dois mandatos presidencialistas que haverá de solucionar tais complexidades; de forma que tais medidas de cunho imediato (como o referido Programa) eficazmente elucida questões deixadas até então em aberto, quando não omitidas do debate público leigo. Quatrocentos e trinta mil carentes inclusos no ensino superior, descendentes de negros e índios marginalizados dos benefícios da economia histórica e dos avanços técnico-científicos brasileiros, não é número a se ignorar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tais visões, ainda que antagônicas, em algum ponto fundem-se para propor dialética. As duas comungam da ineficácia do ensino público básico e médio atual e a estima em elucidar tamanha questão. Ademais, estimo que estes mesmos adeptos do programa e da segunda perspectiva, tal como todo bom cidadão, ressaltem a importância de reconstrução da educação pública brasileira que, mesmo hoje, não prepara o estudante municipal e estadual para os vários processos avaliativos das Universidades Federais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-5118053446264476386?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2008/12/resumo-artigo-acerca-dos-dois-vis-para.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-2536449411658961982</guid><pubDate>Wed, 10 Dec 2008 23:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T16:28:56.328-08:00</atom:updated><title>Sobre blogs e aniversários...</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;... E, claro, sobre o Social no Divã.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Saudações! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A informalidade do presente texto apenas ressalta, porém com grande honra&lt;/span&gt; e significância, que o blog Social no Divã se apresenta um pouco mais velho que o habitual. Quase um ano caracteriza sua existência. Raríssimos são os e-mails de alguns poucos - porém fidedignos - leitores a emitirem tão preciosa opinião. Esses, porém, de significativa relevância. (...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vale salientar: a escrita de um blog para a crônica, conto ou romance, difere. Um blog não é unilateral, porém fruto das relações funcionais entre leitor e escritor. Permitam-me a correção: numa página pessoal, leitores, esses não há. Todos, direta ou indiretamente, contribuem para o chamado resultado final, sejam por opiniões, comentários e, até mesmo, as tão temíveis críticas. Enfim, nada mais felicitador ao escritor de blogs do que ser acompanhado ao longo desta (não tão) longeva existência. Quem sabe mais um ano, a nos aguardar...?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Agradecido,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-2536449411658961982?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2008/12/sobre-blogs-e-aniversrios.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-8138708161406639076</guid><pubDate>Sat, 15 Nov 2008 20:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-15T15:15:00.415-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;Resumo: &lt;span style="COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;Análises várias acerca da condição humana sexual, crucial tanto para o desenvolvimento filogenético (da espécie) quanto ontogênico (histórico-pessoal), através do discorrer de conceitos teóricos freudianos e darwinistas. Em verdade, teóricos distintos que, cada qual a seu modo e possibilidade, dissertaram sobre semelhante questão: a sexualidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,204,153)"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O livre-pensamento e o paradigma da Sexualidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,204,153)"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Evidentemente, a concepção usual de livre-pensamento pôe-se em risco. Em verdade, as contigências ou variáveis tanto intrínsecas quanto exógenas (contextuais), contribuem em diferentes níveis de influência em todo poder e capacidade decisório humano. Ademais, igualmente significativo é o paradigma da sexualidade, perpassada sob diferentes &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;personas &lt;/span&gt;ao longo da História, mas que contemporaneamente, sabe-se influir herculeamente no mensurável comportamento consciente, pois bem se diga: mesmo a sexualidade habita os meandros do não tão evidente plano da inconsciência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,204,153)"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;À concepção Darwinista da seleção natural, elaborada em meados do seculo XIX, é também atribuida a nomenclatura de &lt;em&gt;seleção sexual&lt;/em&gt;. Pois que através do coito que surgem gerações, e para Darwin, também espécies. A variabilidade racial, portanto, para os neodarwinistas (Teoria Sintética da Evolução), dá-se por meio de mutações aleatórias no código genético que são favoráveis à sobrevivência em condições ambientais específicas. De tal forma, o meio determina indivíduos adaptados ao meio contextual, permitindo a perpetuação das gerações seguintes por meio da hereditariedade destes componentes adaptados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,204,153)"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como conceber o homem desprovido de sua sexualidade, afirmando imprudentemente pecaminoso o ato que é responsável, essencialmente, pela existência? Assim fora feito desde séc. V, onde o entender do homem puro, casto e cristão perpassava o ignorar de valores essenciais e, por que não dizer, também inatos à sua sobrevivência, entre eles o sexo e a alimentação. Os chamados "pecados capitais", impostos desde então, são manifestações contrárias às necessidades primárias e, portanto, não raramente associadas por filósofos vários como contrárias à vida em sua plena manifestação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,204,153)"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Certamente, o ideal de homem dotado de razão e portanto livre, perpassa o pensamento socrático, do qual o auto-conhecimento é condição precípua para a liberdade integral, esta manifestada em tríade do qual o ápice é a sua racionalidade superior, meandros vestigiais do ser divinizado. Todavia, tão-somente em 1900, a partir da publicação da &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:arial;" &gt;Interpretação dos Sonhos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;do Sigmund Freud, que se debate abertamente questões de caráter inalterável desde Grécia antiga. Para o teórico da Psicanálise, a sexualidade é também infantil, preconizando-se desde sua concepção. Os chamados estágios psicossexuais do desenvolvimento (oral, anal, fálica, latência, genital), elaborado pelo mesmo, contrbuira significativamente para um reeducar-se do entender humano, haja visto que são etapas etárias dos quais são correlatas a dadas fontes de prazer ou sexualidade. Nada mais verdadeiro que o &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:arial;" &gt;Princípio do prazer&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; freudiano, do qual todo homem estima o prazer e realização de seus impulsos primevos, por sua vez impedidos pelos valores e costumes sociais de gênese extrínseca, porém internalizada (este último, o &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:arial;" &gt;Princípio da realidade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;). A sexualidade, portanto, em suas várias facetas e manifestações, é também sinonímia de prazer, possibilitada em quaisquer faixas etárias. Nenhum teórico até então rompera fortemente com os classicismos paradigmáticos filosóficos ulteriores, causando furor nas sociedades tradicionais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,204,153)"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entretanto, é possível estabelecer correlação entre Sigmund Freud e Charles Darwin, observando-se que possuem evidentes focos distintos? Qual interação há entre o teórico do inato e o seminarista do contexto? Ambos enfatizaram a sexualidade sob ângulos diferenciados para compor suas teorias e, cada qual a seu modo e possibilidade histórico e científica, favoreceram o entender contemporâneo do homem integral e multifacetado. Resta-nos, protótipos dos seres do porvir, a seguinte pergunta: frente a tantas influências na composição comportamental humana, é ainda possível supor o homem um dotado da suprema racionalidade, integrado a saberes metafísicos que o tornaria livre por completo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,204,153)"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-8138708161406639076?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2008/11/resumo-anlises-vrias-acerca-da-condio.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-9132666073848424313</guid><pubDate>Fri, 07 Nov 2008 16:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-15T14:02:57.102-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;strong&gt;Resumo: &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Passeio sobre a temática presidencialista americana, que perpassa incessantemente os noticiários de todo o mundo. Breve discurso acerca da polêmica étnica do chamado "primeiro presidente negro" dos Estados Unidos da América.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;They want change?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;(Eles querem mudar?)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Lágrimas caudalosas de milhares de negros, brancos e imigrantes a escorrer pelas faces festejantes do parque central de Chicago. O fenômeno Barack Hussein Obama, eleito 44° presidente do EUA, destaca-se desde já, preponderante, sobre o oscilante e incerto jogo político mundial. Que terá feito um havaiano e negro derrotar o influente candidato McCain e, ademais, tornar-se senador e presidente da até então considerada nação mais racialmente agressiva do globo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Evidentemente, o novo presidente estadunidense é tido pela mídia internacional como primeiro negro americano já eleito. Todavia, recentes declarações do Barack H. Obama apenas evidencia sua política parcimoniosa e, por que não dizer, &lt;em&gt;a priori,&lt;/em&gt; obscurantista em excesso: "serei um presidente de todos", apenas replica, quando indagado com a ingênua pergunta de quais grupos sociais norte-americanos esse priorizará durante o referido mandato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Outrossim, é inegável as comparações com o engajado pastor Martin Luther King, destacável negro a lutar pelo acesso aos direitos constitucionais civis e, portanto, ao processo de democratização através da concessão de cidadania plena e efetiva aos grupos minoritários norte-americanos. O homem que "tinha um sonho" fora, acertadamente, o mesmo no qual acreditara numa futura ascensão do negro ao cargo máximo de presidente de sua nação. Ademais, pode-se, amparado em acuidosa análise, afirmar um Obama negro? É crucial que avaliemos os fatos como o são, sem idealizações impertinentes. Os interesses partidários pode-se resumir, em linhas e termos gerais, à defesa e manutenção de classes que, assim como em quaisquer Repúblicas, são privilegiadas. Se "We need change" ('nós precisamos mudar', lema de campanha do supracitado eleito), quem há de enquadrar-se no "nós"? Eles, de fato, almejam mudanças? é evidente que, em &lt;em&gt;essência&lt;/em&gt;, discursos vazios são proferidos a esmo por candidatos ávidos na conquista do maior número possível de eleitores nos Estados vários. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A definição de raça é por demais amplo e, no presente momento, não cabe buscar as várias definições que lhe são atribuidas. Não raro, teóricos sociais reafirmam tal concepção como essencialmente descriminatória, visto que utilizado como argumento ou justificativa ideológica da marginalização, segregação e escravização dos grupos nacionais africanos. A relação entre cor de pele e descendência racial, como evidencia a genética, é incorrespondente. Entretanto, o conceito amplamente aceito na atualidade é etnia, mais ampla e que engloba aspectos sócio-culturais particulares de grupos específicos. Como já afirmado, Obama não vê-se negro, apesar de, paradoxalmente, ter afirmado em público que já fora vítima de posicionamento racista. Convenhamos. Antes de negro ou mulato ou branco, B. Obama é presidente americano e, sob uma perspectiva pessimista porém historicamente realista da doutrina presidencialista americana, isso basta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;E assim o é o candidato provido da &lt;em&gt;virtù&lt;/em&gt; (virtude) Maquiavélica: provém-se do apoio popular segundo seus próprios talentos, tais como adequados posicionamentos e habilidades prévias, afim de usurfruir e manter hábil e adequadamente o Estado e, &lt;em&gt;per summa&lt;/em&gt;, tudo aquilo que a fortuna (sorte) vier a lhe conceder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- Silier Borges&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-9132666073848424313?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2008/11/resumo-passeio-sobre-temtica.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-2065817507719229094</guid><pubDate>Thu, 23 Oct 2008 00:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-22T17:56:32.886-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo: &lt;span style="color:#990000;"&gt;Crítica da concepção usual de verdade, não-raro utilizada no discurso do opressor como mecanismo de manutenção das estruturas de poder. Salienta-se da impossibilidade humana de alcançar o concreto ou a forma ideal do objeto-em-si.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Verdade e o discurso da demagogia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bem sabe os prudentes e céticos acerca dos questionamentos envolta da temática Verdade ou Realidade. Dentre as divergências teóricas, não raro retóricas, acerca da suposta verdade unificada e a imprudência de suas consequências, coabitam aqueles que optam pelo livre refletir, amparados pela acuidade da dúvida, primeiro passo para o caminho da certeza e do consenso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Observemos que o discurso da verdade é a voz do dominador que, hasteando flâmula maniqueísta e sofista entre bem e mal, verdade ou mentira, pressupõe-se dotado de um saber, conhecimento ou Verdade unificada e universal, que precede variações culturais, sociais e mesmo de opiniões divergentes, oprimindo ideologicamente quaisquer opiniões contrárias às suas. Assim governa-se massas. Assim nasce o estereótipo do  Sujo, corruptível, livre andarilho do "mal caminho". Assim tem sido desde a fundação da primeira religião, e assim será até a queda da última; enquanto houver extremistas e suas teorias, homens dispostos a perecer (ou fazer perecer) por suas convicções. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Inegável que desde Platão distinguimos entre o real e o ideal. A realidade captada sensorialmente é, verdadeiramente, sombra parcial de uma realidade ideal e intocável pela miserabilidade da condição humana. Convém distinguir ideal do mundo perfeito, o celeste cristão. Ideal, sob tal concepção, nada mais é que o objeto-em-si, em sua forma pura e isenta de interpretações. Mas é possível isentar o analisante do analista? Correntes metodológicas contemporâneas já afirmam que distinguir o pesquisador de seu objeto-de-estudo é por demais impossível, resquício positivista. Não há neutralidade na ciência, ainda que seja estimável o referido ideal. Como a ciência, tampouco os credos são indiferentes aos anseios humanos e, por que não dizer, mundanamente materialistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um objeto que existe agora, no dado momento pode não mais existir. Convém, igualmente, salientar que o tempo é concepção de caráter humano e, de tal forma, não existe sem o mesmo. Mesmo o homem, em sua existência minúscula frente ao infinito temporal, é tão significante e real quanto uma molécula no centro da Via-Láctea. Não há tempo sem homem, tal como não há som sem o transdutor sensorial (no caso, o ouvido e seu  aparato), pois o som não passa de meras vibrações de ar; o homem que confere sentido a tais pressões. A visão humana é também ato interpretativo: uma criança desprovida de estímulos visuais nos primeiros momentos críticos do desenvolvimento podem não desenvolvê-la em sua inteireza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Qual sentido de ressaltar tantos por quês, tantas possibilidades, o quão relativo são as coisas? Mesmo Heráclito, o filósofo grego, destacou a impossibilidade de banhar-se no mesmo rio mais de uma vez, pois a água nunca é a mesma. Se a busca racional pela verdade pressupõe generalidades, é possível alcançá-la através de dogmas religiosos (e, portanto, generalizações) propostas pelos homens, sujeitos às intempéries da passionalidade, que molda e distorce discursos ao fragor do vento? Em verdade, seja dito: Enquanto houver a prepotente crença no absoluto e no irrevogável, existirá erro de julgamento, imposto por pseudo detentores da verdade, anuladores do alheio e do próximo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-2065817507719229094?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2008/10/resumo-crtica-da-concepo-usual-de.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-5570180734635525393</guid><pubDate>Sun, 12 Oct 2008 10:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-12T04:30:44.887-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo:&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Crítica acuidosa acerca das motivações que permeiam projetos e festejos culturais, por vezes de intencionalidade das mais vergonhosas e obscuras.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Festança Cultural&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ainda que seja notório esforço o das comemorações em torno de grandes simbolos representativos da cultura nacional, em sua vastidão de divergentes manifestações regionais, é também significativo tanto a pequenez do âmbito em que alcançam, quanto as obscuras intencionalidades que por vezes permeiam tais festejos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tem-se, no presente ano de 2008, o louvor de grandes figuras como do falecido sambista Cartola, mestre fundador da escola estação primeira de Mangueira, comemorando os cem de seu nascimento; o centenário do Machado de Assis, negro, considerado consensualmente como o maior escritor da nação brasileira; Os cinquenta anos da Bossa Nova, marco estilístico musical percussor na fusão de gêneros aparentemente contrastantes, como as influências nacionais, as cantigas ufanistas e o arranjo reinterpretado do jazz estadunidense.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Diversos eventos marcam e marcaram o ano presente, por meio de apresentações musicais de instrumentistas e admiradores das citadas elaborações musiciais, seja por meio de republicações editoriais do apelidado bruxo do Cosme Velho. Ainda que com ressalvas do ministério da cultura na promoção de tais eventos, deve-se salientar que não raro são as secretarias de cultura as primeiras a deter-se em pequenas causas de interesses particulares, resultando em investimentos de procedência e motivação duvidosas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para tal, basta lembrarmos da polêmica em torno do tombamento da casa do saudoso e influente letrista Jorge Amado e sua esposa, a Zélia. O pedido de tombamento partiu das mãos de sua própria esposa, em 2005. Doravante, por questões arquitetônicas de uma casa sem grandes riquezas estilísticas, o tombamento fora negado pela referida secretaria. Entretanto, frente a tal réplica, o que se questionou foi se o tombamento objetivava a estilística arquitetônica de uma casa evidentemente simplória, ou a proteção do habitat que simboliza um dos mais destacáveis escritores nacionais contemporâneos. Sob égide dos descendentes de Jorge, e sob mudança do governo ulterior, lhes foi possível obter a análise do provável tombamento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ademais, muitas outras causas posteriores e menos louváveis incitaram o esforço familiar pelo tombamento (e sua posterior desistência) da referida casa. No dia seguinte à divulgação da aprovação do projeto, o grupo representante da casa, que tanto lutou pela sua aprovação, desiste do mesmo, pois o projeto afirma que lhes seria impossível uma excessiva ou desmedida intervenção arquitetônica na casa do Rio Vermelho. A intencionalidade do grupo era, afinal, construir um grande restaurante com os investimentos públicos, devastando o ambiente tradicional em que morou Jorge e economicamente usurfruindo, dessa forma, da apropriação de uma cultura simbólica, literária e imaterial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em razão desta recente polêmica, muitas outras necessárias preocupações ocuparam (e ocupam) segundo plano. Reverter investimentos públicos voltados para a estimulação de cultura na Bahia é processual e, portanto, exige mais continuidade efetiva e menos esforço propagandista. A família Caymmi já avisou: cogita trazer todos seus bens para a terra das canções praieiras, intentando a construção de um possível museu do baiano com gastos públicos. Novas e vergonhosas polêmicas, todas do mesmo capítulo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-5570180734635525393?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2008/10/resumo-crtica-acuidosa-acerca-das.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-2128461999929673858</guid><pubDate>Sun, 28 Sep 2008 03:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-27T20:40:07.492-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Resumo: &lt;span style="color:#990000;"&gt;Análise crítica da temática abordada no filme "Ensaio sobre a cegueira", de José Saramago. Para tal, remete-nos a questões próprias da chamada "consumolatria" e da dialética relação entre individualismo e coletivismo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A cegueira e a ausência de ensaios&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com recente exibição do filme "Ensaio sobre a cegueira", da obra honônima de José Saramago (nobel de literatura), têm-se uma ruptura com a modalidade tradicional de cunho essencialmente conservador na produção de longas-metragens. Para tal, recorre-se ao hábil recurso de poesia fotográfica das grandes capitais mundiais, e aliado à prosa visceral literária do qual brotara, o resultado tornara-se unicamente encantador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Elogios à parte, pode-se deduzir série de questionamentos que nos trás presente obra cinematográfica. Tal como a arte que nasce do plástico, objeto de uso moldável e portanto esquecível e suscetível ao descarte, a visão é nos tida como castradora de uma possível percepção humanista, paradoxalmente, do próprio homem. O meio sistêmico de produção, a alienação da força de trabalho e o resultado final do produto elaborara, conjuntamente, uma perspectiva de indivíduo inócuo e de tolices oníricas, intimamente dependente do objeto por ele manufaturado. Instaurado o consumismo, ou dita "consumolatria", estabelece-se o materialismo do descartável, reverenciado culto do inerte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A metafórica cegueira, portanto, dos indivíduos em meio a um cenário de catastrófica desolação, numa cidadela de lixões tecnológicos, ressalta o caráter de um homem que, em meio a rotina do metodicismo, exclui as possibilidades acerca de si mesmo e dos outros. Os relacionamentos interpessoais e as exigências do super-ego freudiano, imposições morais necessárias para o mútuo convívio, se esvaem com a súbita patologia. O homem em estado de natureza é brutal, mas que seria do homem contemporâneo em indiferente estado de sociedade? Quem ousa dizer-se vidente para o sofrimento que brota dos becos e concreto, todos inexoráveis, porém inexistentes aos sorridentes alheios? Não haveria de ser diferente, onde as linhas cartesianas do urbanismo alinham-se ao individualismo como conduta, pregador do coletivismo como prática ultrajante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Notável o súbito retorno da visão dos cidadãos aparentemente infectos. A obra conclui que, devido a ausência da experiência da cegueira, futuramente cega será a protagonista, única que misteriosamente se isentara da referida patologia. Cega em terra onde todos são videntes. Cega, pois, para alcançar a sabedoria de conduta, é necessário perpassar empiricamente pelas famigeradas fileiras tétricas da ignorância, sem deixar de refletir acerca do quão miserável e mesquinha pode tornar-se a existência humana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-2128461999929673858?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2008/09/resumo-anlise-crtica-da-temtica.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4227930236747426433.post-6373771477550609326</guid><pubDate>Sat, 20 Sep 2008 20:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-20T15:29:30.703-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Resumo: &lt;span style="color:#990000;"&gt;O artigo que se segue, remete-nos a questionamentos referentes ao moral e amoral, a relação da ética e jurídica, sem portanto assumir a imprudência das buscas por respostas cartesianas, objetivas. Atribui à sociedade moderna, destacavelmente, não a crise de valores, mas reavaliação de impregnados valores ulteriores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffcc99;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Os limites do moral&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Compreende-se, ao menos alguns, a moral como convenções histórico-temporais e, portanto mutáveis, que norteiam o comportamento social e cultural humano. Diversas morais coabitam em tempo e espaço, porém são compartilhadas por dado grupo significativo e identificável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A ética, ao assumir definição destacavelmente simplificada, pode ser entendida como o aspecto jurídico, normativo e sistêmico da concepção de moral. Na contemporânea sociedade, bem se sabe acerca de valores não exatamente deturpados (pois afirmar tal seria, no mínimo, imprudente com fatos do porvir), mas em evidente mutação. A crise das instituições secundárias, e no mesmo bojo se ressalta a Religião, corrobora com consequências graves no fenômeno da ruptura de referência de indivíduos sociais com coletivo que o permeia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Avaliemos, pois, a assombrosa guinada de infanticídios em sociedades que a condenam (moral e eticamente) como abominável crime, ato de repúdio à vida e portanto à existência. Os números aumentam e alavancam numa crescente. Qual tese, portanto, explica grosseiro fenômeno, a nos agredir, retirando-nos de alienados devaneios outros? Mortes sempre houveram. Afirmar que a crise de valores religiosos é responsável, é deveras imprudente: Casos de homicídios são inefavelmente significativos em sociedades altamente religiosas. Neste ponto consiste grande paradoxo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;É importante salientar que, como já fora dito, são os valores que norteiam sociedades, incorporadas e retransmitidas por religiões tais, que resultam na padronização coletiva de comportamento. Se estas normativas se alteram e as instituições correlacionadas não as acompanham, tem-se como consequência suas crises. Em sociedades altamente globalizadas, estabelece-se uma selva darwinista: Os mais aptos a atender as demandas do capitalismo, são os notórios sobreviventes. De tal forma, as influências culturais correspondentes tenderão a preceitos de caráter individualista. E é que ocorre com países europeus e norte-americanos, destacados pelo desenvolvimento econômico aliçercado na exploração ideológica e geográfica das nações do lado sul do globo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Para o filósofo Nietzsche, aos homens futuros aguarda-se o Super-homem (&lt;em&gt;Übermensch&lt;/em&gt;), o superador dos valores morais tradicionais e elaborador de sua própria moral, aquele determinador e determinante de seus próprios interesses e, enfim, hábil elaborador de um comportamento genuíno, intrínseco e indiferente à genealogia de valores ulteriores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Se observar acuidosamente, o objetivo do presente texto não é o trazer respostas, tampouco o de afastá-las: É o de, a passos curtos, aproximar de possíveis (e plausíveis) novos questionamentos. Uma atividade essencialmente paradoxal na labuta da busca por respostas. Se Nietzsche estivera certo, só o futuro (quiçá, o presente) que nos dirá dos limites da moral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#ffcc99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;- Silier Borges&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4227930236747426433-6373771477550609326?l=socialnodiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://socialnodiva.blogspot.com/2008/09/resumo-o-artigo-que-se-segue-remete-nos.html</link><author>silierborges@gmail.com (Silier Borges)</author></item></channel></rss>